sábado, 9 de janeiro de 2016

Brasil: PT, final de um ciclo

Sigo há décadas, a vida política do Brasil, minha segunda Pátria. Quando estive na União Europeia, assumi responsabilidades nas áreas económica e da cooperação para o desenvolvimento, o que me proporcionou viajar dezenas de vezes para Brasília, para reunir com as autoridades brasileiras. Isso permitiu-me conhecer e conviver de perto com a classe política brasileira, que conheço como poucos. Além disso, fui amigo de Lula, que muito ajudei, e acompanhei na sua fantástica liderança sindical. Estive com Mário Soares, ao lado de Brizola e de Tancredo, na luta épica pelas "Diretas Já".
Vivi com enorme alegria a chegada do PT ao poder, e, com ela, o sonho da regeneração política e social do Brasil, com o combate contra a pobreza endémica, e desigualdades brutais, como prioridades.
Hoje, com a usura do poder, esse PT dos sonhos e utopias, hipotecou o seu património político e moral, tendo-de tornado num partido venal, mergulhado na corrupção, e tendo como unica estratégia a sua sobrevivência no poder.
Se há vinte anos o Brasil precisava daquele PT, hoje, precisa, rapidamente, dele se libertar.
Reconheço, hoje, que a derrota de Aécio foi uma oportunidade perdida, não por ele ser melhor, não sei se seria, mas pela necessidade ingente de oxigenar a política brasileira, oxidada pela usura do poder pelo PT e, fundamentalmente, pelo PMDB.
Não sei o que vai acontecer com o processo de impeachement, o que sei, é que o Brasil precisa de cortar com o PT e com o PMDB, dois canceres na vida política do País. Correr com Dilma para ficar com Temer e Cunha, Valha-nos Deus!
Enquanto PT e PMDB tiverem as rédeas do poder, o Brasil não sairá do atoleiro em que se encontra.
Afastar Dilma para ficar com Temer, obriga-me a pensar naquele verso: " para melhor está bem. está bem, para pior, está bem assim".

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