Acompanhei em directo, as manifestações anti-Dilma, no Brasil, já que a Globo, uma das maiores apoiantes e incentivadoras da destituição da Presidente esteve, ao longo de muitas horas, com helicópteros ás centenas, cobrindo os céus das principais cidades brasileiras, para as exibir e mobilizar gente a aparecer. Muita gente esteve na rua, nunca mais de dois milhões de brasileiros, em todo o País. Não esquecendo, que tendo o Brasil uma população de 210 milhões, sendo muitos os manifestantes, foram menos de 1% da população.
Esta guerra de números e cifras importa aos jornais, aos organizadores, que estão por trás desta tentativa de "golpe de estado", mas, infelizmente, não é com manifestações, por maior que seja o número de participantes, que se resolverão os problemas desta grande nação, em crise.
Só uma profunda reforma, direi mesmo uma revolução do sistemas político e eleitoral o Brasil superará os problemas da corrupção, quase ancestrais e culturais, que minam a confiança dos cidadãos, corroem a economia e não permitem o normal funcionamento de um Estado de Direito Democrático. Sem essa reforma vital, o Brasil não terá, nem solução, nem salvação.
Depois da enorme e vergonhosa campanha de mobilização popular feita pelos magistrados que conduzem estes processos, parte interessada nas manifestações, com rumores, acusações das mais variadas, conferências de imprensa prenhes de ataques de carácter, detenções e prisões arbitrárias, por muitos que tenham sido os manifestantes, ficaram aquém do gigantesco investimento feito pelos organizadores e forças golpistas, para incendiar o Brasil trazendo-o todo para a Rua.
Esta ideia peregrina de afatar os "ladrões" da esquerda para entregar o Brasil aos "ladrões" da direita é sinistra e anti-patriótica.
http://jornais.sapo.pt/nacional/4074
Sem comentários:
Enviar um comentário