sexta-feira, 11 de março de 2016

Marcelo é o meu Presidente

Não apoiei nem votei em Marcelo. Pela primeira vez na minha vida votei em branco. Na véspera do 25 de Abril de 2014 jantei com ele em Santarém e falámos longamente nas presidenciais e na sua putativa candidatura. Incentivei-o a avançar. Disse-lhe que seria a sua ultima oportunidade, e citei o ditado transmontano tão querido a Torga: a mesma água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte. Na ocasião, Passos Coelho e o PSD ainda eram críticos da sua candidatura, e, se Marcelo tivesse avançado com uma candidatura independente não apoiada por Passos/Portas, tê-lo-ía apoiado. Jamais apoiaria um candidato apoiado pela direita mais retrógrada como a que nos governou nos últimos 4 anos.
Na ocasião Marcelo ouviu sem deixar transparecer a sua vontade, ou determinação, em avançar.
Eleito, como democrata e republicano que sou, ele passou a ser o meu Presidente. Com os demais foi sempre essa a minha postura. Cavaco quando eleito, também foi o meu Presidente. Deixou de o ser, quando as suas posições violaram a Constituição da República e se tornou um presidente de facção. A partir daí ele não quis ser o Presidente de todos os portugueses, logo, deixou de ser o meu.
As mesmas premissas se mantém em relação a Marcelo, esperando e desejando tê-lo como meu Presidente, até ao final do seu mandato.

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