quarta-feira, 2 de novembro de 2016

É CRIMINOSO; vão destruir a Caixa Geral dos Depósitos com esta pseudo campanha moralisadora e moralista, impregnada de hipocrisia, cinismo e irresponsabilidade

Informações, fidedignas, de ultima hora, apontam para a demissão de alguns dos gestores da Caixa, recém empossados, às mãos de uma campanha demagógica e pseudo moralista, encabeçada pelo PSD e acolitada pelo PCP e Bloco de Esquerda.
O PSD de Passos Coelho nunca escondeu querer privatizar a CGD e, para isso, nada melhor do que esta "chicana" sobre os salários dos seus novos administradores. Quando se fala em 40 mil euros mês de salário bruto, convém não esquecer que o líquido é metade, 20 mil. Ainda assim, muito dinheiro num País onde o salário médio é de mil e duzentos euros/mês. Mas se queremos gente competente para gerir, salvar e rentabilizar a Caixa, não podemos querer pagar muito menos do que os bons gestores da banca auferem.
A não ser que, queiramos perpetuar as sucessivas fornadas de comissários políticos colocados ao longo de décadas pelos partidos na administração do banco público, que conduziram a instituição para a situação altamente critica em que se encontra.
PCP e Bloco por razões populistas ideológicas e de mero calculo político defendem que ninguém possa ganhar acima do primeiro-ministro. Palavras bonitas, mas que a serem cumpridas e seguidas conduzirão inexoravelmente o banco público à sua privatização que custará ao País milhares de milhões, muito mais do que os 220 mil euros que iríamos pagar ao atual presidente que será obrigado a demitir-se, não se sujeitando a toda esta miserável campanha. Ou será que queríamos um banqueiro eremita, filantropo, que deixasse um banco privado onde ganha esse valor, ou mais, para vir numa missão patriótica e de serviço salvar a Caixa destruída pelos "Boys" partidários?
 Se esperássemos algum tempo, sem estas falsas cruzadas morais, poderíamos chegar à conclusão de que, salva a instituição e, colocando-a no bom caminho, saneada financeiramente e, prestando o serviço único de financiar a economia portuguesa, designadamente as pequenas e médias empresas, teria valido bem a pena pagar essas remunerações "milionárias". Obviamente que não faltarão incompetentes e oportunistas dispostos a "gerir" a CGD por meia dúzia  de milhares de euros ganhando o suplemento de ordenado nas negociatas, tráfico de influência e corrupção.
Assistiremos ao "Requiem" da Caixa. E à sua destruição com custos imensos para os contribuintes.
Esse será o preço a pagar pela irresponsabilidade, demagogia e populismo de uns quantos e, pela secular inveja de muitos, tão bem cantada nos cantos IX e X dos Lusíadas por Luís Vaz de Camões.

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